Crédito de biodiversidade: entenda esse (polêmico) financiamento da natureza
Proteger e restaurar a natureza vai demandar muito dinheiro: ao menos US$ 700 bilhões por ano, na estimativa das Nações Unidas. A maior parte desse valor virá de governos, com a reversão de subsídios que prejudicam a natureza, segundo o que foi acordado pelos países que fazem parte da Convenção da Diversidade Biológica da ONU.
Levantar os outros US$ 200 bilhões no setor privado vai exigir a adaptação de instrumentos que já existem – e criatividade para estabelecer novos.
Os créditos de biodiversidade são uma ideia que vem ganhando força como maneira de direcionar recursos privados para a conservação e restauração da natureza. Eles passaram a ganhar atenção redobrada de diferentes organizações com a aprovação do “Acordo de Paris da Natureza” em 2022, como ficou conhecido o Marco Global da Biodiversidade, e a pressão pela divulgação de relatórios financeiros que levam em conta o capital natural, como o proposto pela Taskforce on Nature-Related Financial Disclosure (TNFD).
Ilana Cardia | Reset Capital | 30/01/25

