Soja regenerativa? Os primeiros números dizem que sim
Indaiatuba (SP) – O que não falta nas universidades agrícolas são estudos mostrando como a adoção de boas práticas de manejo no campo traz benefícios ambientais e produtivos. Muitas delas já são adotadas nas lavouras brasileiras há décadas. Mas, sem dados e assistência técnica, pouco se sabe sobre (e se ganha com) a produção mais sustentável.
Um consórcio criado para impulsionar a chamada agricultura regenerativa – e que paga um prêmio pela soja e milho produzidos de forma sustentável – está tentando fechar esse gap. E apresentou os resultados da primeira safra de seu projeto-piloto. Os indicadores de sustentabilidade e econômicos (com redução de custo com uso de insumos) são animadores, mas ainda há um longo caminho para que o modelo ganhe escala.
Batizada de Reg.IA, a iniciativa aproxima produtores rurais e empresas que compram grãos. A intenção é estimular a sustentabilidade no campo e, ao mesmo tempo, remunerar os produtores rurais por isso. Na primeira safra do projeto-piloto, as empresas BRF e Milhão se comprometeram a pagar um prêmio de 2% sobre o valor da saca de cada grão para os produtores que aderirem ao protocolo do consórcio.
Thais Folego | Reset Capital | 21/02/25

